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Troca de acusações esquenta reta final do segundo turno presidencial na Colômbia

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A menos de duas semanas da votação de 21 de junho, os candidatos à Presidência da Colômbia intensificaram a retórica e trocaram denúncias públicas. O direitista Abelardo de la Espriella e o esquerdista Iván Cepeda, que disputam o segundo turno, acusaram-se mutuamente de fraudes e manobras para influenciar o resultado eleitoral.

Espriella fala em compra de votos e pede sanções dos EUA

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Espriella afirmou que um esquema de compra de votos no litoral caribenho impediu sua vitória no primeiro turno, no qual foi o mais votado. Segundo ele, políticos “da esquerda à direita” teriam participado da suposta fraude.

O candidato disse já ter levado a denúncia à Justiça colombiana e sugeriu intervenção norte-americana. Dirigindo-se ao subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, declarou que “revogadores de vistos estão de olho nos corruptos” e listou nomes que, segundo ele, deveriam ser monitorados por Washington.

Cepeda acusa rival de planejar autoatentado

Do outro lado, Iván Cepeda — apoiado pelo presidente Gustavo Petro — informou que solicitará à Procuradoria-Geral da República investigação sobre um possível “falso atentado” contra Espriella. De acordo com o esquerdista, a própria campanha adversária estaria orquestrando um incidente controlado para sensibilizar o eleitorado na fase decisiva da disputa.

Até o momento, nenhum dos dois postulantes apresentou provas que sustentem as alegações feitas em público.

A votação que definirá o próximo presidente colombiano está marcada para 21 de junho.

Com informações de Gazeta do Povo