Brasília — O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou a tribuna da Câmara nesta terça-feira, 15 de julho de 2026, para criticar o Projeto de Lei 896/2023, conhecido como “PL da misoginia”, e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
Ao se referir à declaração de Janja de que as críticas a seus supostos gastos seriam atos misóginos, o parlamentar afirmou que o Congresso “está mais uma vez em dessintonia com a realidade”. “Enquanto você paga mais caro na gasolina e nas suas viagens, o Congresso está preocupado em criminalizar piada”, disse.
Nikolas também ironizou as viagens internacionais da primeira-dama. “Ela passou mais tempo fora do Brasil que o presidente da República”, declarou, rebatendo o rótulo de “gastadeira” atribuído a Janja. A primeira-dama havia afirmado, em entrevista ao portal Uol nesta segunda-feira (14), que a alcunha é “misoginia pura” e resultado de estratégia da extrema-direita, acrescentando que seus deslocamentos incluem protocolos de segurança e articulações políticas.
Embate sobre o texto do PL
No discurso, o deputado relembrou discussão anterior com a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e disse que a proposta amplia excessivamente o conceito de misoginia. “Você não pode criticar um homem biológico que preside a Comissão da Mulher, porque senão é misoginia”, afirmou.
O PL 896/2023 prevê incluir a misoginia entre as condutas tipificadas na Lei do Racismo, tornando o ato crime inafiançável e imprescritível. Nikolas argumentou que a redação é “genérica e subjetiva”.
Votação adiada
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o projeto não entrará na pauta desta semana. Com isso, a votação ficará para depois do recesso parlamentar, que tem início na próxima sexta-feira (17).
O pronunciamento de Nikolas encerrou-se com novo apelo para que o Legislativo foque em temas econômicos. Ele pediu “maior sintonia” com problemas como custo de vida e inflação.
Com informações de Gazeta do Povo