O bispo Thomas Paprocki, da Diocese de Springfield, em Illinois, afirmou que a Igreja Católica deve recusar a Eucaristia a autoridades eleitas que apoiem publicamente a legalização do aborto. A declaração foi dada em 15 de julho de 2026 e tem como base o Cânon 915 do Código de Direito Canônico, que impede o acesso à comunhão a quem “persiste em pecado grave e manifesto”.
“Coerência eucarística”
Paprocki sustenta que receber o sacramento exige que a vida pública do fiel esteja em sintonia com os ensinamentos da Igreja. Para ele, defender o aborto ou a eutanásia enquanto se apresenta diante do altar constitui “contradição moral” e fere a integridade da Eucaristia.
Medida vista como “remédio medicinal”
O bispo rejeita o termo “punição” para a restrição. Segundo Paprocki, impedir o acesso à comunhão serve como alerta pastoral destinado a levar o fiel ao arrependimento e à reconciliação com a doutrina católica.
Outras situações que podem levar à negação
Além do apoio político ao aborto, o prelado citou:
- coabitação sem casamento religioso;
- práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo;
- católicos divorciados que se casam novamente sem anulação do vínculo anterior.
Debate ganhou força em 2021
A discussão sobre a aplicação do Cânon 915 nos Estados Unidos foi reacendida em 2021, durante o lançamento do Renascimento Eucarístico Nacional. Pesquisas divulgadas à época apontaram queda na crença dos católicos norte-americanos na presença real de Cristo na hóstia, o que polarizou os bispos entre defensores de maior rigor disciplinar e os que temem a politização da fé.
Com informações de Gazeta do Povo