No último sábado (26), centenas de cristãos se reuniram em Utrecht, na Holanda, para a “Caminhada da Esperança”, uma marcha silenciosa que visa chamar a atenção para a Igreja Perseguida. O evento teve como foco os 388 milhões de cristãos que enfrentam perseguições em todo o mundo.
Os participantes iniciaram a marcha pela manhã, saindo da Estação Central de Utrecht e percorrendo várias ruas em silêncio, segurando cartazes com os nomes dos países onde a liberdade religiosa é ameaçada. Mensagens como “Parem a perseguição aos cristãos” foram exibidas em faixas durante o trajeto.
A caminhada culminou no Moreelsepark, por volta das 14h30, onde líderes religiosos fizeram discursos e os presentes realizaram orações pela proteção dos irmãos perseguidos. Richard Groenenboom, porta-voz da SDOK (Stichting de Ondergrondse Kerk), destacou a importância desse encontro: “É crucial estarmos aqui para refletir sobre o sofrimento de tantos cristãos no mundo e para que eles saibam que não estão sozinhos”.
De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela missão Portas Abertas, o número de cristãos perseguidos aumentou para mais de 388 milhões. O relatório, que abrange o período de 1 de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025, revela um agravamento na perseguição extrema, que atualmente afeta 15 países, dois a mais do que no ano anterior.
Os dados deste ano indicam um aumento significativo em várias categorias de violência, incluindo:
- Mortes de cristãos devido à fé: de 4.476 (2025) para 4.849 (2026);
- Cristãos abusados física ou mentalmente: de 54.780 para 67.843;
- Casos de estupro ou assédio sexual: de 3.123 para 4.055;
- Casamentos forçados com não cristãos: de 821 para 1.147;
- Cristãos condenados por causa da fé: de 1.140 para 1.298;
- Cristãos forçados a fugir ou se esconder: de 201.427.
Embora o número de cristãos sequestrados tenha diminuído para 3.302, a situação permanece crítica. Por outro lado, o total de cristãos obrigados a deixar seus países caiu para 22.702, mas ainda representa um número significativo de vidas desarraigadas.
A Portas Abertas observa que, apesar da redução nos ataques a igrejas e propriedades, que caiu de 7.679 para 3.632, a perseguição continua intensa, especialmente na África Subsaariana e na Ásia, impulsionada por grupos extremistas e governos autoritários.
Fonte: Guiame.









