Keiko Fujimori assegurou nesta quarta-feira (24) uma vantagem irreversível na contagem de votos e será a próxima presidente do Peru, encerrando uma disputa acirrada com o esquerdista Roberto Sánchez. O resultado amplia a predominância de governos de direita ou centro-direita na América Latina para 12 nações.
Direita avança no continente
Com o Peru, o bloco conservador passa a administrar economias relevantes como Argentina, Chile, Colômbia e Peru, além de outros oito países da região. Na outra ponta, nove governos permanecem sob liderança de esquerda ou centro-esquerda, entre eles Brasil, México e Venezuela.
Na América do Sul, o placar atual é de sete países alinhados à direita contra cinco comandados por partidos de esquerda. A configuração marca uma inversão completa em relação a 2023, quando a maioria dos executivos latino-americanos era de esquerda. Vitórias consecutivas em Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia e, agora, Peru consolidaram a virada.
Impacto na relação com os Estados Unidos
A nova correlação de forças favorece a agenda de segurança defendida pelo governo Donald Trump. Washington planeja expandir o “Escudo das Américas”, aliança focada no combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Argentina, Chile e Paraguai já integram o pacto, e o recém-eleito governo colombiano manifestou interesse em aderir.
Reação da oposição peruana
O derrotado Roberto Sánchez denunciou fraudes sem apresentar provas e declarou que não reconhecerá o resultado. Seus pedidos para anular votos do exterior foram rejeitados pelo tribunal eleitoral. Movimentos de esquerda prometem manifestações em diversas cidades nos próximos dias.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, priorizou em sua campanha propostas de reforço à segurança pública e combate ao crime, temas que ganharam destaque no eleitorado peruano.
Com informações de Gazeta do Povo