Washington, 6 jul. 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a advertir o governo iraniano nesta segunda-feira (6) de que “terminará o serviço” no país persa caso Teerã não recue da retórica hostil e aceite um acordo dentro do prazo de 60 dias fixado pelas partes.
A declaração ocorreu enquanto delegações de Estados Unidos e Irã tentam costurar, de forma indireta, um entendimento para encerrar a guerra iniciada em fevereiro. Em referência às operações militares conduzidas em parceria com Israel, Trump afirmou que não hesitará em ampliar os ataques se considerar o diálogo estagnado.
Funeral com protestos aumenta tensão
As ameaças foram proferidas pouco depois do funeral do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto junto com familiares em bombardeios de fevereiro. Durante a cerimônia, grupos radicais pediram a morte de Trump e exigiram vingança, o que elevou a pressão sobre as conversações.
Negociações seguem sem avanço concreto
A mais recente rodada de diálogos indiretos terminou na semana passada sem progresso significativo. Em 17 de junho, os lados firmaram um memorando estabelecendo cessar-fogo provisório e prazo de dois meses para discutir o fim do conflito.
Uma nova sessão técnica está marcada para o próximo sábado, 11 de julho. Segundo o jornal paquistanês Dawn, Islamabad e o resort de Bürgenstock, na Suíça, são cogitados como sede. Entre os pontos ainda em impasse, o programa nuclear iraniano é considerado o principal.
A última reunião de alto nível ocorreu justamente em Bürgenstock, com mediação de Catar e Paquistão, e tratou de um roteiro mais amplo que inclui alívio de sanções, segurança marítima e redução de tensões regionais.
Até o momento, nenhuma das partes detalhou publicamente quais concessões estaria disposta a fazer para cumprir o prazo de 60 dias e transformar o cessar-fogo em acordo permanente.
Com informações de Gazeta do Povo