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Sergey Brin doa US$ 500 mil para barrar imposto sobre CEOs “super pagos” em San Francisco

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São Francisco (EUA) – O cofundador do Google, Sergey Brin, doou US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões) a um comitê que tenta impedir a criação de um novo imposto municipal voltado a empresas cujos executivos recebem salários muito acima da média de seus funcionários.

O aporte, registrado nos órgãos eleitorais da Califórnia, reforça a campanha contra a chamada “Overpaid CEO Tax”, identificada na cédula como proposta D. A medida será submetida a referendo em 2 de junho e é apoiada por sindicatos e grupos progressistas.

A proposta D pretende elevar a carga tributária de companhias em que a remuneração do diretor-executivo supera em larga escala o salário médio dos empregados, considerando toda a força de trabalho global da empresa. Estudo do controlador financeiro municipal projeta arrecadação anual entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões, mas também calcula perda média de 944 postos de trabalho e redução de aproximadamente US$ 210 milhões no Produto Interno Bruto local ao longo de 20 anos.

Do outro lado da disputa está a proposta C, defendida por entidades empresariais e agora apoiada por Brin. O texto aumenta de US$ 5 milhões para US$ 7,5 milhões (R$ 37,6 milhões) o limite de faturamento que garante isenção de determinados tributos municipais a pequenas empresas e antecipa para 2027 ajustes já previstos para grandes corporações.

Grupos que sustentam a proposta D argumentam que as grandes companhias devem contribuir mais em meio a dificuldades fiscais e crise habitacional na cidade. Representantes do setor privado, porém, alertam que novas cobranças podem acelerar a saída de empresas e aprofundar a desaceleração econômica de São Francisco.

Segundo a agência Bloomberg, Brin já direcionou mais de US$ 60 milhões (R$ 300 milhões) em 2026 para campanhas que contestam aumentos de impostos sobre grandes fortunas na Califórnia. O empresário, que hoje reside em Nevada, declarou em abril que deixou a antiga União Soviética em 1979 e “não quer ver a Califórnia seguir o caminho do socialismo”.

Com informações de Gazeta do Povo