Davos, Suíça – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (21) que o país dispõe de armamentos secretos “jamais vistos” e que esse tipo de tecnologia foi decisiva na operação que levou à detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, Trump afirmou que a ferramenta empregada pelas forças norte-americanas foi capaz de neutralizar as tropas que protegiam Maduro sem que nenhum sistema de defesa antiaérea conseguisse reagir. “Eles viram armas de que nunca tinham ouvido falar e não conseguiram disparar um único tiro”, relatou o presidente sobre a reação dos militares venezuelanos.
Na segunda-feira, em entrevista ao programa “Katie Pavlich Tonight”, da emissora NewsNation, Trump já havia mencionado o uso de uma “arma sônica secreta” na mesma missão. Segundo ele, o dispositivo teria incapacitado rapidamente os soldados que faziam a guarda de Maduro.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou a versão ao citar relatos publicados pela imprensa norte-americana. Testemunhas teriam descrito sintomas como sangramento nasal, vômitos e perda momentânea de coordenação após a ativação do equipamento. “Nunca vi nada parecido”, teria declarado um militar ligado ao regime chavista.
O anúncio provocou reação em Moscou. De acordo com a agência Reuters, o Kremlin solicitou esclarecimentos sobre a arma citada por Trump. O porta-voz Dmitry Peskov disse que serviços de inteligência russos estão reunindo e analisando informações a respeito do suposto armamento.
A captura de Nicolás Maduro marcou o ponto culminante de uma ofensiva coordenada pelos Estados Unidos contra o governo venezuelano e motivou debates internacionais sobre os limites do emprego de tecnologias militares sigilosas.
Com informações de Gazeta do Povo