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De seis Fuscas a símbolo do liberalismo: a trajetória de Salim Mattar

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Belo Horizonte – De um pequeno pátio com seis Fuscas usados em 1973 à liderança de uma companhia nacional, o mineiro Salim Mattar construiu a Localiza e se consagrou como um dos principais defensores da liberdade econômica no país.

Começo modesto e expansão rápida

Aos 28 anos, Mattar abriu a locadora na capital mineira em plena crise mundial do petróleo. Sem recursos para contratar funcionários, ele e o sócio assumiam todas as funções: dirigiam, lavavam os veículos e até dormiam no escritório. A aposta em mercados com menor concorrência permitiu que, em menos de dez anos, a empresa se tornasse líder no segmento de aluguel de carros no Brasil.

Influência do pensamento liberal

A inclinação de Mattar ao liberalismo surgiu na adolescência. Aos 16 anos, leu Adam Smith; aos 17, Friedrich Hayek. Desde então, defende que a intervenção estatal excessiva gera pobreza e que o empreendedorismo é o caminho para a criação de riqueza.

Inovação que virou receita

Um dos marcos da estratégia empresarial foi a divisão de seminovos. Em vez de repassar a frota usada a lojistas, a Localiza passou a vender diretamente ao consumidor final, eliminando intermediários e capturando toda a margem de lucro, transformando a renovação de veículos em fonte de receita.

Experiência no governo federal

Em 2019, Mattar aceitou convite do então ministro da Economia, Paulo Guedes, para comandar a Secretaria de Desestatização. A meta era privatizar estatais e reduzir o tamanho do Estado. Ele deixou o cargo em 2020, frustrado com o que classificou como um “Leviatã burocrático”, que, segundo afirmou, impedia avanços em privatizações de empresas como Petrobras, Correios e bancos públicos.

Foco atual: formação de lideranças

Fora do governo, o empresário direciona esforços à divulgação de ideias liberais. Investe em institutos dedicados a preparar jovens lideranças, convicto de que mudanças estruturais dependem de educação e cultura mais do que de vitórias eleitorais pontuais.

Salim Mattar segue à frente de iniciativas voltadas à liberdade econômica, combinando a experiência de quase cinco décadas de mercado com a defesa constante de um Estado menos interventor.

Com informações de Gazeta do Povo