Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista à emissora NBC que os serviços de inteligência americanos têm “alta probabilidade” de saber onde está Mojtaba Khamenei, sucessor do aiatolá Ali Khamenei na liderança suprema do Irã. A gravação foi feita na sexta-feira (6) e exibida no domingo (7).
Trump descreveu Mojtaba, ferido no ataque israelense que matou seu pai em fevereiro, como “mais jovem” e “mais racional”. “Ele está bastante ferido, portanto há certa bravura aí”, afirmou, sem revelar detalhes sobre o paradeiro do líder iraniano.
O republicano reforçou que não pretende retirar os cerca de 50 000 militares norte-americanos mobilizados no conflito até que se alcance uma “conclusão definitiva”. Segundo ele, recuar agora seria “insensato”, pois as tropas poderiam “precisar ser utilizadas”.
Questionado sobre a capacidade bélica de Teerã, Trump disse que o regime ainda dispõe de “alguns mísseis e alguns drones”, estimando que “21% ou 22%” dos projéteis restantes são mísseis inteligentes. Para o presidente, o Irã “não tem outra opção” além de negociar com Washington, mas continua relutante por ser “forte” e “orgulhoso”.
Até o momento, o balanço oficial dos Estados Unidos registra 13 militares mortos em incidentes ligados diretamente às hostilidades. Seis morreram em 1.º de março num ataque iraniano ao porto de Shuaiba, no Kuwait; outro soldado perdeu a vida em 8 de março, após ofensiva contra uma base aérea na Arábia Saudita; e seis faleceram em 12 de março na queda de um avião-tanque KC-135 Stratotanker no oeste do Iraque.
“Perdemos 13 pessoas aqui e isso é muito”, reconheceu Trump, embora tenha comparado o número com guerras anteriores, como o Vietnã, onde “centenas de milhares” de americanos morreram.
Com informações de Gazeta do Povo