As Forças de Defesa de Israel atacaram posições do Hezbollah no sul de Beirute nas primeiras horas desta segunda-feira (2), ampliando o conflito iniciado há três dias com o Irã. Segundo o governo israelense, a investida responde a disparos da milícia libanesa contra o norte do país.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, tornou-se “alvo marcado” e advertiu que o grupo “pagará alto preço” pelos ataques. “Qualquer um que siga o caminho de Ali Khamenei logo se encontrará com ele nas profundezas do inferno”, escreveu Katz na rede social X.
A troca de fogo encerrou uma trégua que durava um ano entre Israel e Hezbollah e abriu nova frente no Oriente Médio, já abalado pela guerra contra o Irã.
Trump calcula duração da ofensiva
Em entrevista ao The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estimou que os combates em território iraniano podem se estender por “quatro a cinco semanas”, se necessário. O republicano afirmou não ver dificuldades para Washington e Tel-Aviv manterem a pressão militar dentro do Irã.
Trump relatou ter “ao menos três ótimas opções” para comandar o Irã de forma interina, mas não revelou nomes. No domingo (1.º), o aiatolá Alireza Arafi, 66 anos, assumiu o conselho que dirige provisoriamente o país ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei.
Morte de Khamenei e modelo venezuelano
Tanto órgãos estatais iranianos quanto o próprio Trump confirmaram que o líder supremo Ali Khamenei foi morto em um ataque recente. O presidente americano sugeriu aplicar ao Irã estratégia semelhante à usada na Venezuela, onde a captura do então ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, em janeiro, bastou para forçar negociações com o alto escalão chavista, mantido no poder.
Com o avanço dos confrontos em múltiplas frentes — Líbano, Síria e Irã —, Israel afirma que continuará mirando alvos ligados à chamada “exata do mal” até neutralizar as ameaças.
Com informações de Gazeta do Povo