Campinas (SP) – O pastor pentecostal Juliano Fraga, hoje conhecido por ministrar em todo o Brasil, relatou ter abandonado o Primeiro Comando da Capital (PCC) depois de uma experiência considerada sobrenatural dentro da cadeia.
Fraga participou do podcast Bereano Pentecostal e contou que cresceu em uma família estável em Campinas. Filho de policial militar e dona de casa, recebeu boa educação, mas, na adolescência, envolveu-se com más companhias e entrou para o crime. Em 2005, acabou preso, fato que surpreendeu os parentes.
Naquele período, o detento namorava a filha de uma líder do Círculo de Oração. Sem que soubesse, a sogra reunia intercessores para orar por sua libertação espiritual. Dentro do presídio, porém, Juliano afundou ainda mais no crime: passou a integrar o PCC e usava drogas para enfrentar o ócio.
O futuro pastor rejeitava as visitas de grupos cristãos que realizavam cultos no pavilhão. Três anos depois da prisão, entretanto, aceitou o convite de outro integrante da facção – já convertido – para assistir a uma celebração dominical.
Durante a reunião, uma mulher o chamou pelo nome e profetizou que Deus colocaria fim à sua vida criminosa e o visitaria de madrugada. “Não tenha medo”, teria dito a evangelizadora.
Semanas mais tarde, Juliano relata ter acordado chorando na cela após uma visão. “Era Deus falando comigo”, descreveu. A experiência o levou a ler a Bíblia que recebera da sogra e, em seguida, entregou-se à fé cristã. Foi batizado dentro da penitenciária e iniciou estudos bíblicos e cursos de teologia a distância.
Sete anos após o episódio, deixou o presídio, totalizando cerca de dez anos no sistema carcerário. Fora das grades, começou a pregar em igrejas e, posteriormente, passou a liderar cultos em unidades prisionais.
Atualmente, Fraga atua como pregador itinerante e palestrante de teologia no Brasil e no exterior. “A graça entrou lá dentro e me salvou. Jesus salva!”, declarou em vídeo publicado pela Assembleia de Deus Franco Jatobá.
Com informações de Guiame