Jerusalém – Mesmo após o anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, mediado por Estados Unidos e Catar, autoridades israelenses confirmaram que as Forças de Defesa de Israel (FDI) permanecerão instaladas em uma “zona de segurança” no sul do Líbano.
Na sexta-feira, 19 de junho de 2026, o Exército israelense lançou mais de 150 ataques contra posições do Hezbollah depois que quatro soldados israelenses morreram em uma emboscada. Segundo o porta-voz militar, o ataque do grupo libanês atingiu um tanque próximo à cidade de Kfar Tebnit, também no sul do Líbano.
Resposta militar intensificada
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as operações de retaliação atingiram mais de 80 alvos e resultaram na morte de dezenas de combatentes do Hezbollah em redutos do grupo no Vale do Bekaa, ao norte, e na região de Nabatieh, ao sul.
Katz declarou ainda que qualquer violação do novo acordo de trégua será combatida “com força”, reforçando que a presença de tropas israelenses na faixa de segurança não será reduzida.
Reação libanesa
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou os bombardeios israelenses e alertou que as ações põem em risco os esforços internacionais para encerrar os confrontos na fronteira.
Liberdade de ação mantida
O brigadeiro-general Effie Defrin, porta-voz das FDI, informou que as forças mantêm “total liberdade de ação” no sul do Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reforçou a posição, dizendo que Israel “não tolerará ataques a seus soldados ou território” e fará o Hezbollah “pagar caro” por novas agressões.
O entendimento para o cessar-fogo, segundo um alto funcionário norte-americano citado pela agência Reuters, busca conter a escalada regional, mas, por ora, não inclui a retirada israelense da área sob controle militar.
Com informações de Gazeta do Povo