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Acordo de paz EUA-Irã é visto como “terrível” por aliados de Netanyahu, diz emissora

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Autoridades ligadas ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificaram como “terrível para Israel” o acordo de paz anunciado no domingo (14) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo governo do Irã. A avaliação foi relatada por uma fonte de alto escalão à emissora israelense Channel 13.

Segundo a emissora, integrantes do gabinete em Jerusalém foram pegos de surpresa pela conclusão das negociações entre Washington e Teerã. Até então, predominava entre os assessores de Netanyahu a expectativa de que o diálogo fracassaria antes de chegar a um texto formal.

Principais pontos do acerto

De acordo com a imprensa internacional, o tratado – cuja assinatura está prevista para a próxima sexta-feira (19), na Suíça – inclui:

  • reativação de conversas sobre o futuro do programa nuclear iraniano;
  • encerramento do bloqueio naval norte-americano aos portos do Irã;
  • reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego de navios;
  • possível flexibilização de sanções econômicas, condicionada ao cumprimento de exigências acordadas.

Tensão com Washington

O Channel 13 informou ainda que Netanyahu manteve recentemente um telefonema “tenso” com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance. Durante a conversa, Vance teria sugerido a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) de posições mantidas no sul do Líbano – área ocupada durante o conflito com o Hezbollah, que lançou novos ataques contra Israel nesta segunda (15). O primeiro-ministro rejeitou o pedido, e uma fonte militar afirmou à emissora que “as FDI não vão se retirar, mas cada ação será analisada”.

Em entrevista coletiva também nesta segunda (15), Netanyahu declarou que Israel preserva autonomia para decidir sobre sua segurança. “Nos Estados Unidos dizem que Trump faz tudo o que eu peço; em Israel dizem o contrário, que eu faço tudo o que ele pede. Nenhuma das duas coisas é verdade”, afirmou.

O tratado entre Estados Unidos e Irã deve ser formalizado em 19 de junho, na Suíça, selando o fim do bloqueio naval e abrindo caminho para novas discussões sobre o programa atômico iraniano e o eventual alívio de sanções.

Com informações de Gazeta do Povo