Os Estados Unidos impuseram, nesta terça-feira (19), sanções econômicas a quatro organizadores da Flotilha Global Sumud, iniciativa que tenta romper o bloqueio marítimo imposto por Israel à Faixa de Gaza.
Foram atingidos pelo Departamento do Tesouro:
- Saif Abukeshek, palestino com cidadania espanhola, membro do comitê diretivo da flotilha;
- Hisham Abdallah Sulayman Abu Mahfuz, residente na Espanha, secretário-geral interino e presidente da Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA);
- Mohammed Khatib, coordenador europeu da rede Samidoun, com base na Bélgica;
- Jaldia Abubakra Aueda, coordenadora da Samidoun em Madri.
Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, os quatro “apoiam o Hamas” e estariam “minando o avanço bem-sucedido do presidente Donald Trump em direção a uma paz duradoura na região”.
Bloqueio de bens e proibição de transações
Com a medida, todos os ativos dos sancionados que se encontrem nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos norte-americanos ficam congelados. Qualquer transação com eles passa a ser proibida, salvo autorização expressa de Washington.
Flotilha interceptada por Israel
A mais recente tentativa de furar o bloqueio partiu da Turquia em 14 de maio, reunindo cerca de 50 embarcações e 400 ativistas de 39 países — entre eles brasileiros. A Marinha israelense interceptou a frota e deve transferir os participantes para o porto de Ashdod.
No fim de abril, o brasileiro Thiago Ávila já havia sido detido em outra embarcação pela força naval israelense. Liberado dias depois, ele foi deportado ao Brasil.
A iniciativa contou ainda com nomes como a ativista climática Greta Thunberg, o ator Liam Cunningham, a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau, além de eurodeputados e políticos de países europeus e latino-americanos.
Com informações de Gazeta do Povo