Brasília — 19/05/2026. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que a liquidação extrajudicial do Banco Master não representa ameaça ao sistema financeiro brasileiro.
Durante a audiência pública de prestação de contas, o chefe da autoridade monetária destacou a participação reduzida da instituição liquidada no mercado. “O que tem chamado a atenção das pessoas é o que se fazia com o dinheiro que estava no Banco Master, e não um risco sistêmico”, declarou.
Servidores sob investigação
Senadores cobraram explicações sobre o suposto envolvimento de dois ex-dirigentes do Banco Central com o controlador do Master, Daniel Vorcaro. Galípolo informou que Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, encontram-se afastados e são alvo de sindicância aberta pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Liquidação não é punição
Questionado sobre a possibilidade de utilizar a liquidação extrajudicial como sanção a banqueiros envolvidos em fraudes, Galípolo rechaçou a prática. Segundo ele, tal medida penalizaria correntistas e investidores, verdadeiros proprietários dos recursos. “O Banco Central não será um palanque; tomaremos decisões técnicas”, reforçou.
A audiência integrou o calendário regular da CAE, mas ganhou repercussão após a Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master e motivou o encerramento das atividades da instituição.
Com informações de Gazeta do Povo