O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, um novo ultimato ao Irã: segundo ele, Teerã tem “dois ou três dias, talvez até o início da próxima semana” para aceitar um acordo nuclear que encerre a guerra iniciada em 28 de fevereiro. Caso as tratativas fracassem, o republicano prometeu ordenar um “ataque em grande escala”.
Trump falou com jornalistas durante visita às obras do salão de festas que está sendo erguido na Casa Branca. O presidente afirmou que, horas antes, chegou a autorizar um bombardeio pesado contra alvos iranianos, mas suspendeu a ação após pedidos de aliados do Golfo Pérsico, entre eles Arábia Saudita e Qatar, que solicitaram mais tempo para a diplomacia.
“Estávamos a uma hora de retomar a ofensiva”, disse o presidente, lembrando que um cessar-fogo está em vigor desde abril. “Não podemos permitir que o Irã tenha uma arma nuclear. Se conseguissem, destruiriam Israel rapidamente e depois avançariam sobre toda a região. Seria um holocausto nuclear”, declarou.
Negociações estagnadas
As conversas mediadas entre Washington e Teerã permanecem travadas. Na segunda-feira (18), o governo iraniano apresentou, por meio de mediadores paquistaneses, uma contraproposta que inclui:
- fim das hostilidades em todas as frentes, inclusive no Líbano;
- retirada de tropas americanas de áreas próximas ao Irã;
- compensações financeiras pelos danos da guerra;
- levante das sanções, liberação de recursos iranianos congelados e encerramento do bloqueio naval dos EUA.
O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, confirmou à agência estatal IRNA os principais pontos do documento e voltou a rejeitar as exigências de Washington para interromper o enriquecimento de urânio.
Forças prontas para agir
Na véspera, Trump já havia ordenado às Forças Armadas que se mantivessem preparadas para atacar “a qualquer momento” se as negociações não avançarem. Em publicação no fim de semana na rede Truth Social, ele advertiu: “É melhor eles se mexerem, RÁPIDO, ou não sobrará nada deles”.
Enquanto o impasse prossegue, o bloqueio do Estreito de Ormuz continua a preocupar o mercado internacional, dada a importância da rota para o escoamento de petróleo.
Não houve, até o fechamento desta edição, sinal de que as partes tenham marcado um novo encontro formal.
Com informações de Gazeta do Povo