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EUA iniciam bloqueio naval total ao Irã com porta-aviões e 11 destróieres

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O bloqueio naval decretado pelos Estados Unidos contra o Irã começou a vigorar na manhã desta segunda-feira (13), um dia depois de Washington anunciar a medida em resposta ao fracasso das últimas negociações realizadas no Paquistão. A operação marca uma nova etapa do conflito no Oriente Médio, que permanece sob um cessar-fogo temporário declarado na semana passada.

Em comunicado divulgado no domingo (12), o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que todo o tráfego marítimo com origem ou destino em portos iranianos estará sujeito à interceptação. O presidente Donald Trump acrescentou que a iniciativa inclui ações no Estreito de Ormuz, como varredura de minas e controle da navegação.

Força-tarefa já está posicionada

Segundo a rede CNN, a Marinha norte-americana mantém pelo menos 15 navios de guerra prontos para a missão, entre eles o porta-aviões USS Abraham Lincoln e 11 destróieres. Essas embarcações formam a espinha dorsal do bloqueio.

Como será a interceptação

Na prática, equipes da Marinha dos EUA poderão abordar navios suspeitos em alto-mar, assumir o comando e direcioná-los para inspeção ou detenção sempre que houver indícios de ligação com interesses iranianos. A ação se apoia na chamada “lei de presas” do direito internacional, que autoriza a apreensão de embarcações que contribuam para o esforço militar ou econômico de um país alvo de bloqueio.

O ex-capitão da Marinha Carl Schuster disse à CNN que dois destróieres atuando em conjunto têm capacidade para interceptar até seis navios por dia, o que dá escala à operação. Poderão ser detidas embarcações que:

  • partiram de portos iranianos;
  • tenham como destino o Irã;
  • ou tenham pago taxas ao governo iraniano para transitar pelo Estreito de Ormuz.

Patrulha e remoção de minas

Além das abordagens em alto-mar, unidades navais dos EUA executarão patrulhas e remoção de explosivos no Estreito de Ormuz. O objetivo, segundo o Centcom, é ampliar a vigilância e garantir resposta rápida a qualquer tentativa de violar o bloqueio.

Com a medida em vigor, Washington pretende aumentar a pressão econômica sobre Teerã enquanto as partes não retomam as negociações de paz.

Com informações de Gazeta do Povo