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Dino dá 15 dias para Planalto detalhar ofensiva contra facções na Amazônia

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta segunda-feira (13) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresente, em até 15 dias, um plano de ações “repressivas e imediatas” para conter a atuação de organizações criminosas na Amazônia Legal e no Pantanal.

Na decisão, proferida no âmbito da execução da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, Dino indicou que a União pode lançar mão de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e reforçar a presença das Forças Armadas em faixas de fronteira e outras áreas consideradas críticas.

Medidas exigidas

O ministro solicitou que a Advocacia-Geral da União (AGU) detalhe iniciativas já planejadas ou passíveis de ampliação pelos Ministérios da Justiça, Defesa, Meio Ambiente e Povos Indígenas, com foco em quatro frentes:

  • Operações repressivas imediatas da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Ibama;
  • Ações conjuntas com polícias estaduais nos nove estados da Amazônia Legal;
  • Ampliação do efetivo militar na região, especialmente em áreas de fronteira;
  • Possível decretação de GLO, caso a situação exija.

Facções e crimes ambientais

Dino ressaltou que grupos como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) expandiram suas atividades além do narcotráfico, passando a explorar ilegalmente recursos naturais para financiar operações e lavar dinheiro. Segundo o ministro, a presença dessas facções representa hoje o principal entrave ao enfrentamento de crimes ambientais, invasões de terras e violência contra povos tradicionais.

Origem da ação

A ADPF 743 foi ajuizada em 2021 pelo partido Rede Sustentabilidade, que questionou a insuficiência das políticas públicas de prevenção e combate a incêndios e ao desmatamento na Amazônia Legal e no Pantanal. O STF reconheceu falhas estruturais e determinou à União e aos estados a adoção de medidas para fortalecer a fiscalização ambiental. A Corte agora acompanha a execução dessas determinações.

A decisão de Dino busca acelerar a resposta federal diante do avanço do crime organizado sobre a floresta e seus recursos, reforçando a necessidade de articulação entre órgãos de segurança, defesa e meio ambiente.

Com informações de Gazeta do Povo