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Exposição inédita dos restos de São Francisco reúne 400 mil fiéis em Assis no início do Ano Jubilar

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A exibição pública dos ossos de São Francisco de Assis, apresentada pela primeira vez na Basílica dedicada ao santo, atraiu cerca de 400 mil peregrinos entre fevereiro e março de 2026. A iniciativa marca o início do Ano Jubilar Franciscano, convocado pelo papa Leão XIV para comemorar os 800 anos da morte do frade, ocorrida em 1226.

O período jubilar, aberto em 10 de janeiro de 2026 e com término previsto para 10 de janeiro de 2027, incentiva católicos de todo o mundo a visitar templos e locais relacionados à espiritualidade franciscana. “O ano jubilar nos permite deixar de ser turistas e nos tornar peregrinos”, afirmou o frei John Puodziunas, OFM, comissário franciscano da Terra Santa nos Estados Unidos.

Basílica lotada

Na cripta da Basílica de São Francisco, em Assis, fiéis puderam tocar o túmulo neorromânico iluminado por uma lâmpada votiva antes de seguir para a área onde os restos mortais ficaram expostos. O silêncio era quebrado apenas pelo arrastar de passos sob afrescos de Giotto que narram momentos marcantes da vida do santo.

Peregrinação e missa na Porciúncula

O frei David Wathen, OFM, que já conduziu mais de 200 grupos à Terra Santa, levou dez peregrinos norte-americanos à pequena capela da Porciúncula, nos arredores de Assis, em abril. No local onde São Francisco ouviu o chamado “vai e repara minha casa”, Wathen celebrou missa e relembrou a renúncia do santo à riqueza, gesto que originou a ordem franciscana, hoje presente em 100 países com 35 mil frades.

Indulgência plenária

Durante todo o Ano Jubilar, quem visitar qualquer igreja franciscana — inclusive o Mosteiro Franciscano de Washington — pode receber indulgência plenária. Para isso, o peregrino deve comungar no dia da visita, rezar Pai-Nosso, Ave-Maria, Credo e Glória ao Pai pelas intenções do papa e confessar-se em até oito dias.

Para a peregrina norte-americana Regina Brown, voluntária no Ministério aos Enfermos da paróquia São Timóteo, a passagem por Assis reforçou sua missão de levar a comunhão aos doentes. “É o mais perto que posso chegar de expressar a esperança em Cristo e na vida eterna”, disse.

A rota jubilar costuma incluir ainda o eremitério de Carceri, onde São Francisco praticava jejum e mortificação em pequenas cavidades de pedra, além de Roma. Na capital italiana, grupos de peregrinos têm participado de audiências na Praça de São Pedro, onde o papa Leão XIV ressalta o conceito de Igreja como corpo místico vivo de Cristo.

Com informações de Gazeta do Povo