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Estados Unidos alvejam cargueiro no Golfo de Omã e Irã declara controle absoluto do Estreito de Ormuz

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30/05/2026 – Golfo de Omã. Forças norte-americanas dispararam neste sábado (30) contra o navio mercante M/V Lian Star, que navegava sob bandeira da Gâmbia em direção a um porto iraniano. O ataque ocorreu em águas internacionais próximas ao Estreito de Ormuz, confirmou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom). Não há registro de feridos.

Segundo o Centcom, a tripulação do cargueiro recebeu “mais de 20 advertências” sobre a violação do bloqueio naval imposto por Washington aos portos iranianos. Após ignorar todos os alertas, uma aeronave norte-americana alvejou a sala de máquinas, deixando a embarcação “inutilizada” e impedindo sua aproximação do Irã.

Quinto navio neutralizado desde o início do cerco

Com o incidente deste sábado, os EUA somam cinco navios comerciais desativados e 116 desviados desde que o bloqueio foi iniciado, em abril, como parte das sanções impostas após a escalada do conflito entre Washington, Israel e Teerã.

Teerã reage e afirma controlar Ormuz

Horas após o ataque, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, braço das Forças Armadas do Irã, declarou que o Estreito de Ormuz está sob “controle total” de Teerã. Em comunicado divulgado pela agência estatal Tasnim, o governo iraniano avisou que todos os navios — comerciais ou petroleiros — devem seguir rotas designadas e obter autorização prévia da Marinha da Guarda Revolucionária.

As autoridades também advertiram que qualquer intervenção militar estrangeira na passagem será tratada como “alvo legítimo”. Para reforçar a medida, a recém-criada Autoridade do Golfo e do Estreito de Pérsico (PGSA) publicou um mapa com as áreas que exigem permissão antes do trânsito.

Negociações travadas pela reabertura da rota

O impasse sobre Ormuz domina as negociações de paz mediadas pelo Paquistão. O Estreito, responsável por 20% do comércio mundial de petróleo e gás antes da guerra, foi bloqueado pelo Irã em retaliação a ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro. Washington condiciona a retirada das minas iranianas e a livre navegação à assinatura de um acordo que impeça Teerã de cobrar quaisquer taxas na rota.

O Irã, por sua vez, propõe a cobrança de pedágio que, segundo o governo, seria destinado a “serviços de navegação” e proteção ambiental. O presidente americano, Donald Trump, já afirmou que não aceitará um tratado que conceda exclusividade de controle ao regime iraniano.

As tratativas seguem sem avanço, enquanto tropas de ambos os países mantêm presença reforçada na região estratégica.

Com informações de Gazeta do Povo