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Casa Branca promete “justiça” após indiciamento de Raúl Castro nos EUA

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A Casa Branca divulgou na noite desta quarta-feira (20) uma imagem na rede social X com a foto do presidente Donald Trump e a frase em inglês “Justice will be served” (“A justiça será feita”), poucas horas depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) formalizar a acusação contra o ex-ditador cubano Raúl Castro.

Na publicação, Castro aparece ao lado do venezuelano Nicolás Maduro, do aiatolá Ali Khamenei e de um líder do Estado Islâmico, sob a mensagem de que “os inimigos da América estão sendo neutralizados”.

Acusações ligadas ao abate de aviões em 1996

O DoJ indiciou Raúl Castro, 94 anos, pelos crimes de assassinato, conspiração para matar cidadãos norte-americanos e destruição de aeronaves. As acusações remontam ao episódio de 24 de fevereiro de 1996, quando dois aviões da ONG Brothers to the Rescue foram abatidos perto de Cuba, provocando a morte de quatro pessoas.

Segundo a promotoria, Castro, então ministro das Forças Armadas Revolucionárias, ordenou o ataque que matou os norte-americanos de origem cubana Carlos Costa, Armando Alejandre e Mario Manuel de la Peña, além do cubano Pablo Morales, residente legal nos EUA.

As autoridades cubanas sustentam que as aeronaves invadiram o espaço aéreo do país e classificam os tripulantes como “terroristas”.

Mandado de prisão e possíveis penas

Em Miami, o procurador-geral interino Todd Blanche informou que já existe mandado de prisão contra Castro e disse esperar que ele se apresente “por vontade própria ou de qualquer outra forma”. Cada uma das quatro acusações de homicídio pode resultar em pena de morte ou prisão perpétua, afirmou a senadora republicana da Flórida Ashley Moody.

Tensão crescente entre Washington e Havana

O indiciamento ocorre em meio ao aumento da pressão do governo Trump sobre Cuba. Também nesta quarta, o Comando Sul dos EUA anunciou a chegada do grupo de ataque do porta-aviões nuclear USS Nimitz ao Caribe, movimento confirmado poucas horas após a denúncia contra Castro.

Havana reagiu com críticas. O líder cubano Miguel Díaz-Canel classificou o processo como “político” e disse que a acusação busca criar justificativa para uma possível agressão militar contra o país.

Com informações de Gazeta do Povo