CIDADE DO VATICANO, 20 de maio de 2026 – O Papa Leão XIV anunciou que publicará em breve sua primeira encíclica, intitulada “Magnifica Humanitas”, dedicada aos desafios éticos impostos pela inteligência artificial.
Encíclicas são cartas pastorais assinadas pelo pontífice e enviadas a bispos de todo o mundo. Integram o magistério ordinário da Igreja e orientam fiéis sobre a aplicação dos ensinamentos católicos em questões contemporâneas. Embora não sejam pronunciamentos infalíveis, carregam peso doutrinário: o Direito Canônico determina que os católicos recebam esses textos com respeito e sintonia espiritual.
Evolução do formato
Originalmente restritas a temas internos da Igreja, as encíclicas ganharam alcance social em 1891, quando o Papa Leão XIII tratou das condições dos trabalhadores na Revolução Industrial. A partir de 1963, com João XXIII, passaram a ser dirigidas a “todos os homens de boa vontade”, transformando-se em manifestações oficiais do Vaticano sobre questões globais, como meio ambiente e justiça social.
Por que falar de inteligência artificial
Leão XIV enxerga a expansão da inteligência artificial como uma nova Revolução Industrial e pretende estabelecer balizas éticas que preservem a dignidade humana diante do avanço tecnológico. Conforme explicou, a futura carta buscará oferecer o “tesouro do ensino social da Igreja” como bússola para 2026 e além.
Documento raro
O número de encíclicas varia conforme o pontificado. A média recente é de sete por papa. Francisco publicou quatro, Bento XVI três, enquanto Leão XIII detém o recorde histórico com 88 documentos. Por isso, cada novo texto é considerado um evento de relevância internacional.
A data oficial de publicação de “Magnifica Humanitas” ainda não foi divulgada.
Com informações de Gazeta do Povo