Brasília / Madri, 1º de maio de 2026 – Os governos do Brasil e da Espanha publicaram nesta sexta-feira (1º) nota conjunta em que classificam como “sequestro” a detenção de cidadãos dos dois países durante a abordagem, por forças navais de Israel, de embarcações da flotilha humanitária Global Sumud em águas internacionais próximas à Grécia.
No comunicado, os dois governos afirmam que a operação israelense é “flagrantemente ilegal”, realizada fora da jurisdição do país, e exigem a libertação imediata dos tripulantes, além de acesso consular. A interceptação foi seguida de desembarque dos passageiros na ilha de Creta, mas, segundo Brasília e Madri, parte deles permaneceu detida.
175 ativistas presos, dizem autoridades israelenses
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que 175 participantes foram detidos. De acordo com o jornal The Times of Israel, a Marinha interceptou 21 das 58 embarcações que compunham a flotilha.
Quatro brasileiros entre os detidos
Segundo a Agência Brasil, integram a delegação brasileira:
- Amanda Coelho Marzall (Mandi Coelho), militante do PSTU e pré-candidata a deputada federal por São Paulo;
- Leandro Lanfredi de Andrade, petroleiro, diretor do SindiPetro-RJ e da Federação Nacional de Petroleiros;
- Thiago de Ávila e Silva Oliveira, membro do Comitê Diretor Internacional da GSF;
- Thainara Rogério.
Versão de Israel
Autoridades israelenses alegam que a flotilha seguia rumo à Faixa de Gaza, em violação ao bloqueio naval imposto ao território. Um oficial da Marinha teria orientado que a ajuda humanitária fosse redirecionada ao porto de Ashdod para inspeção, proposta rejeitada por parte dos ativistas. Israel também divulgou imagens em que afirma ter encontrado preservativos e drogas em uma das embarcações.
Em outubro do ano passado, outra missão da mesma organização já havia sido interceptada, resultando na detenção de mais de 450 pessoas, entre elas a ativista sueca Greta Thunberg.
Com informações de Gazeta do Povo