A Meta retirou do ar o perfil da Polymarket no Instagram no Brasil, atendendo a um pedido do Ministério da Fazenda. A plataforma é conhecida por oferecer contratos financeiros que se relacionam a eventos futuros, incluindo resultados eleitorais. Agora, a conta voltada ao público brasileiro não está mais disponível na rede social.
A Polymarket opera como um mercado de previsões, onde usuários compram e vendem contratos que avaliam a possibilidade de certos eventos ocorrerem. Os preços desses contratos variam conforme a demanda, refletindo a atividade de negociação dos usuários e não pesquisas de intenção de voto.
A remoção do perfil está ligada à proibição de apostas sobre resultados eleitorais no Brasil. Em setembro de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma norma que considera ilícitas as apostas online sobre eventos eleitorais, além de estabelecer medidas contra organizações que realizam essas atividades.
Embora a Polymarket funcione de maneira diferente das casas de apostas tradicionais, onde o prêmio é fixo, a plataforma permite que os usuários negociem contratos com respostas do tipo “sim” ou “não”. Desde 2026, ela passou a oferecer contratos relacionados aos possíveis resultados das eleições presidenciais.
Em abril, o Conselho Monetário Nacional já havia proibido a oferta e negociação de contratos sobre questões políticas e eleitorais no país. O TSE notificou a Advocacia-Geral da União, que acionou o Ministério da Fazenda em 11 de setembro para tomar medidas contra a plataforma.
A iniciativa se insere em um contexto mais amplo, no qual o governo busca bloquear 27 plataformas de apostas. O presidente Lula, que já regulou o setor em seu governo, tem se manifestado a favor do fim das apostas no Brasil durante a atual campanha.
A Polymarket declarou que respeita as autoridades locais e está disposta a dialogar com os órgãos brasileiros para discutir a regulamentação dos mercados de previsão.
Fonte: Revista Oeste.









