O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência, manifestou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um evento em Belém, no Pará. A situação ocorreu em 28 de setembro de 2026, quando Lula fez uma ligação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que se transformou em um ato de campanha.
Durante a transmissão ao vivo, Lula sancionou um projeto de lei de Dino, que estabelece a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. O presidente mencionou a morte do filho de Dino, ocorrida em 2012, como parte do contexto do projeto.
Na chamada, Lula se dirigiu a Dino como “presidente” e explicou que queria sancionar a lei em reconhecimento à dor do ministro. “Estou aqui em Belém. Vou sancionar a lei da dor de um pai, o projeto de lei que você fez e foi aprovado por conta da morte do seu filho de 13 anos”, disse o presidente.
Em sua conta na rede social X, Flávio Bolsonaro questionou a relação entre Lula e Dino, sugerindo que o ministro poderia ainda estar subordinado ao presidente no STF. “Lula ligou para Flávio Dino como se fosse um político subordinado de seu governo. Será que Dino continua sendo subordinado do Lula no STF?”, indagou Bolsonaro.
O candidato do PL também alertou sobre a possibilidade de o próximo presidente do Brasil indicar novos ministros para o STF, afirmando que não permitirá que mais “Dinos ou Moraes” integrem a corte. “Vamos proteger o STF. Ou o Brasil vence ou o Lula acaba com o Brasil”, enfatizou Flávio.
O evento em Belém, que contou com a presença de diversas autoridades, como a governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, teve como foco a melhoria da assistência à saúde no país. Durante a sanção, Lula fez referência à tragédia pessoal de Dino, que levou a família a buscar justiça após a morte do filho em virtude de dificuldades no atendimento médico.
Fonte: Revista Oeste.









