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Noronha dá largada para substituir o diesel por energia solar com 4,8 mil painéis flutuantes

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A transição energética de Fernando de Noronha avançou em maio de 2026 com a conclusão da primeira etapa do Projeto Noronha Verde. A Neoenergia instalou 4,8 mil placas solares no espelho-d’água do Açude do Xaréu e iniciou os testes de injeção de eletricidade na rede local, o que representa cerca de 15% da capacidade final planejada para a usina.

O investimento na nova estrutura ultrapassa R$ 30 milhões. Quando totalmente concluída, prevista para 2026, a Usina Solar Noronha Verde terá potência instalada de 22 MWp e sistema de armazenamento em baterias (BESS) com 49 MWh. A energia gerada deverá suprir o consumo equivalente a aproximadamente 9 mil residências no continente.

Redução do diesel e dos custos

Atualmente, a ilha depende da Usina Tubarão, que utiliza diesel como principal fonte. A meta é transformar o arquipélago na primeira ilha oceânica habitada da América Latina a operar com 100% de energia renovável, diminuindo a necessidade do subsídio bancado pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e os gastos com transporte e queima de combustíveis fósseis.

Compromissos públicos

“A entrega da primeira fase dentro do prazo reitera nosso compromisso com a sustentabilidade”, afirmou o diretor-presidente da Neoenergia Pernambuco, Saulo Cabral. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, destacou que o projeto beneficia, antes de tudo, os moradores locais: “Um lugar só pode ser bom para os visitantes quando é bom para seus moradores”.

Licenciamento e parcerias

O Noronha Verde faz parte do programa Mais por Noronha, que reúne ações de mobilidade sustentável, inovação tecnológica e expansão de fontes limpas. A iniciativa resulta de parceria entre Neoenergia, Ministério de Minas e Energia e governo de Pernambuco. O licenciamento ambiental foi concedido pela Agência Estadual de Meio Ambiente, com anuência do ICMBio.

Com a nova usina, Fernando de Noronha dá o primeiro passo concreto para aposentar o diesel, cortar emissões de gases de efeito estufa e reduzir a conta de luz dos consumidores locais.

Com informações de Gazeta do Povo