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Interesses chineses cobrem toda a carteira de ferrovias que irá a leilão, afirma ministro

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Brasília, 17 de junho de 2026 – O ministro dos Transportes, George Santoro, informou que grupos chineses estão de olho em todos os oito projetos ferroviários que o governo federal pretende levar a leilão nos próximos meses.

“Não há nenhum ativo sem, no mínimo, um consórcio chinês acompanhando. Em média, cada projeto desperta o interesse de dois grupos da China”, declarou o ministro em entrevista publicada nesta quarta-feira (17) pelo portal Poder360.

Investidores detalham planos

Segundo Santoro, representantes de mais de dez companhias e instituições chinesas receberam, na semana passada, uma missão composta por Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Infra S.A. e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Tivemos tempo para discutir cada empreendimento. O nível de perguntas e de conhecimento sobre os projetos é altíssimo”, relatou o ministro.

Concorrência internacional

Além dos chineses, empresas do México, Itália, Espanha e Portugal analisam entrar na disputa. O ministro atribui o interesse europeu ao acordo Mercosul–União Europeia, que, segundo ele, ampliou a visibilidade dos ativos brasileiros de infraestrutura.

Calendário revisado

Inicialmente, o governo pretendia promover os oito leilões ainda em 2026, mas atrasos empurraram parte das licitações para 2027. Mesmo assim, o Ministério dos Transportes trabalha para viabilizar ao menos cinco certames no segundo semestre.

Quatro deles — Corredor Minas-Rio, Anel Ferroviário Sudeste, Ferrovia Malha Oeste e Ferrogrão — já estão sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A expansão do Corredor Leste-Oeste encontra-se em audiência pública.

“Seguimos empenhados em lançar todos os editais ainda este ano, respeitando os prazos legais”, afirmou Santoro.

Ferrogrão é prioridade

Entre os projetos, a Ferrogrão é apontada como estratégica para conectar a produção de grãos do Mato Grosso aos portos do Arco Norte — corredores logísticos localizados em Rondônia, Amazonas, Pará, Amapá e Maranhão. O setor vê a obra como essencial para reduzir a dependência do modal rodoviário nas rotas do agronegócio.

Com informações de Gazeta do Povo