O banqueiro mineiro Daniel Vorcaro foi transferido nesta segunda-feira (18) de uma sala de estado-maior para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A mudança atende a pedido da própria PF encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e autorizado pelo ministro André Mendonça, relator do caso.
Vorcaro ocupava desde março uma acomodação especial, semelhante à usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A expectativa inicial era de que o empresário negociasse um acordo de colaboração premiada, o que não se concretizou.
Na semana passada, o advogado José Luís Oliveira Lima assumiu a defesa do banqueiro e, na terça-feira (17), reuniu-se com o ministro Mendonça. Segundo pessoas ligadas ao caso, a possibilidade de delação foi discutida durante o encontro.
Com a transferência, Vorcaro passa a ter restrições maiores de comunicação, inclusive com seus advogados. A reportagem procurou a defesa do banqueiro, mas não obteve retorno.
Fraude bilionária do Banco Master
Apontado como um dos maiores escândalos financeiros do país, o caso Banco Master envolve suspeitas sobre integrantes dos três Poderes e pode influenciar o cenário eleitoral de outubro. Na semana passada, veio a público um áudio entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que abalou a campanha presidencial do parlamentar. Novas revelações igualmente indicam que o presidente Lula teria aconselhado o banqueiro a não vender a instituição em meio à crise de liquidez, aguardando a troca no comando do Banco Central.
Analistas avaliam que o desfecho do processo e a percepção do eleitorado sobre o envolvimento de cada ator político na fraude bilionária podem ser decisivos para o pleito.
Com informações de Gazeta do Povo