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Crise institucional: laços entre ex-banqueiro e ministros do STF são revelados

DIA HISTORICO 1
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A recente extração de dados do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, revelou uma série de conexões que envolvem metade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações, apreendidas pela Polícia Federal, incluem mensagens, contratos de grande valor e detalhes sobre festas luxuosas.

A investigação começou a ganhar destaque após o nome do ministro Alexandre de Moraes ser vinculado a um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à sua família. Metadados indicam que a última alteração no contrato foi feita por um login associado ao ministro. Além disso, foram encontradas cerca de 50 mensagens enviadas por Vorcaro a um número ligado a Moraes, com solicitações de interferência junto a órgãos como a PGR e a PF. O ministro rejeita as acusações e afirma que as informações são parte de uma farsa.

Outros ministros do STF também estão envolvidos nas investigações. Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça foram citados em relação a vínculos com Vorcaro. O Banco Master patrocinou eventos jurídicos que contaram com a presença de Mendes, enquanto Toffoli declarou-se suspeito em processos envolvendo a instituição após a venda de um resort de luxo por sua família a um fundo associado a Vorcaro. Mendonça, por sua vez, confirmou uma reunião com o ex-banqueiro antes de uma decisão judicial favorável ao Banco Master, o que gerou um pedido de investigação por parte do ministro Flávio Dino.

A investigação também revelou que mensagens recuperadas mencionam os filhos de alguns ministros. Entre os relatos, foram encontrados pagamentos mensais de R$ 500 mil a uma empresa ligada a Kevin Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques. A defesa de Kevin nega qualquer irregularidade, afirmando que os valores foram pagos por serviços de consultoria tributária. Outra menção é a Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, que teria uma relação próxima com Vorcaro, com intercâmbios de compromissos em Londres. Luiz Fux negou qualquer contato com o ex-banqueiro.

Além disso, a investigação destacou experiências de luxo que Vorcaro custeou para autoridades do Judiciário, incluindo viagens em jatinhos particulares e festas caras em cidades como Nova York e Londres. Os investigadores buscam entender se esses benefícios resultaram em influências indevidas sobre as decisões judiciais. O material apreendido continua sob a custódia da Polícia Federal, e novos dados podem expandir a lista de envolvidos.

Fonte: Gazeta Do Povo.

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