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Crise no STF se agrava e afeta campanha de Lula

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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira (15) trouxe novos desafios à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se aproxima do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O julgamento que discutia a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes foi interrompido sem uma conclusão, mantendo um impasse que pode complicar ainda mais a situação para Lula.

A expectativa inicial da campanha petista era de que a investigação contra Moraes pudesse ser confirmada, permitindo que Lula se posicione como defensor da apuração e se distanciasse do ministro. Contudo, a ausência de uma decisão clara prolonga a crise dentro do STF e a associação de Lula a Moraes, estratégia que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, utilizou para atacar o presidente.

Após o término da sessão, a campanha de Lula reconheceu a necessidade de intensificar a estratégia de distanciamento de Moraes, especialmente após Flávio Bolsonaro declarar em horário eleitoral que Lula e Moraes fazem parte de um “sistema apodrecido”. Essa conexão foi enfatizada por Flávio durante um ato em São Paulo, onde afirmou que “quem vota em Lula também vota em Alexandre de Moraes”.

O pedido de vista que interrompeu a sessão foi feito por Flávio Dino, indicado por Lula ao STF e ex-ministro da Justiça. Essa situação enfraquece a tentativa de Lula de associar Moraes à gestão de Michel Temer, já que agora Dino, um aliado, está envolvido no processo. O estrategista eleitoral Roberto Reis ressalta que isso coloca Lula ainda mais no centro da crise da Corte, o que pode gerar uma percepção negativa entre os eleitores.

Enquanto isso, a campanha de Lula enfrenta um momento de desgaste, exacerbado pela situação econômica do país. O cientista político Leandro Gabiatti aponta que a crise no STF tem desviado a atenção das campanhas eleitorais, colocando a de Lula em segundo plano. No entanto, ele acredita que a questão do STF não é determinante para a maioria dos eleitores, segundo pesquisa da Quaest.

Com menos de três semanas para o primeiro turno, a campanha de Lula está intensificando sua presença nas redes sociais, utilizando uma rede de apoiadores e influenciadores para combater a mobilização digital da direita. A estratégia inclui a iniciativa “Pode espalhar”, que treina militantes para atuarem como porta-vozes e disseminarem informações sobre a campanha.

Em meio a essa disputa, Lula também tem procurado explorar temas econômicos, como inflação e poder de compra, ao mesmo tempo em que se defende das críticas e das tentativas de desinformação. A campanha está atenta à dinâmica das redes sociais, buscando aumentar o engajamento e a visibilidade dos conteúdos que promovem sua candidatura.

Fonte: Gazeta Do Povo.

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