Dois militares norte-americanos morreram e um terceiro segue desaparecido após um bombardeio iraniano contra uma instalação dos Estados Unidos na Jordânia, no sábado, 18 de julho de 2026. A ofensiva envolveu mísseis balísticos e drones, informou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom).
Segundo o Centcom, além das vítimas fatais e do militar não localizado, quatro soldados ficaram feridos. Todos foram levados a hospitais locais, receberam atendimento e já tiveram alta. Outros integrantes da guarnição, que sofreram apenas escoriações leves, foram avaliados e retornaram às atividades.
O comunicado acrescenta que as identidades dos mortos só serão divulgadas 24 horas após a notificação das famílias. “Por respeito às famílias, não haverá detalhes adicionais neste momento”, declarou o órgão.
Reação de Washington
Poucas horas após o ataque, forças dos EUA realizaram uma nova investida contra alvos em Teerã. À emissora NewsNation, o presidente Donald Trump lamentou as mortes: “É uma situação muito triste. Eles serviam ao nosso país”, afirmou. Ele reiterou que o Irã “jamais terá uma arma nuclear” e disse não se importar com a ruptura do cessar-fogo.
Resposta de Teerã
O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, acusou Washington de violar o memorando de entendimento firmado entre os dois países e voltou a chamar os Estados Unidos de “Grande Satã”. Em declarações divulgadas pela televisão estatal e nas redes sociais, Khamenei afirmou que os recentes episódios “mostram a inutilidade da assinatura do presidente norte-americano” e reforçam a “maldade” norte-americana.
As mortes deste sábado são as primeiras baixas norte-americanas registradas desde que o cessar-fogo entre os dois países foi rompido, na semana passada.
Com informações de Gazeta do Povo