Brasília — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a solicitação feita pelo político argentino Javier Milei para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde o fim do mandato, em dezembro de 2022.
Visita pretendia discutir alianças políticas
De acordo com o pedido encaminhado ao STF, Milei pretendia se encontrar com Bolsonaro em Brasília para tratar de “questões políticas” e reforçar laços entre seus respectivos grupos partidários. O argentino, identificado com a direita, tem se apresentado como aliado do ex-chefe do Executivo brasileiro.
Justificativa da negativa
Ao analisar o requerimento, Moraes considerou a visita “inadequada” neste momento. Na decisão, o ministro destacou a necessidade de preservar a ordem pública e evitar qualquer influência externa que possa afetar as investigações em curso contra Bolsonaro.
Repercussão política
A decisão gerou reações divergentes. Parlamentares e apoiadores de Bolsonaro criticaram a negativa, alegando que o encontro poderia abordar temas como liberdade religiosa e direitos políticos. Já opositores defenderam a medida, avaliando que ela contribui para a imparcialidade dos processos judiciais.
Impacto nas relações bilaterais
Com a visita impedida, analistas políticos observam possível reflexo nas relações entre Brasil e Argentina, especialmente num cenário sul-americano marcado por rearranjos ideológicos. A proximidade entre líderes de direita tem sido vista como indicativo de futuras cooperações em pautas comuns, ainda que, por ora, o encontro não tenha sido autorizado.
Até o momento, não há nova data ou alternativa de agenda prevista entre Milei e Bolsonaro.
Com informações de GospelMais