Na última segunda-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez declarações contundentes sobre a questão do petróleo na Margem Equatorial, afirmando que o Brasil não permitirá que ninguém “meta o dedo” nesse recurso. Durante sua fala, ele também criticou a Operação Lava Jato, que, segundo ele, teve a intenção de barrar seu retorno ao poder.
Lula destacou que a operação, que investigou um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras e políticos, visava prejudicar tanto a estatal quanto as empresas de construção civil do país. “Vocês lembram que a Lava Jato tinha como meta destruir a Petrobras e as empresas de construção. Tentaram impedir minha volta à presidência, mas estou aqui, assim como a Petrobras e o povo brasileiro, firme e forte”, declarou o petista em visita ao navio-sonda da Petrobras no Amapá.
O presidente também comentou sobre a qualidade do petróleo encontrado na Margem Equatorial e mencionou a possibilidade de que o Brasil possa suprir o mercado internacional caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decida fechar o Estreito de Ormuz por conta de conflitos com o Irã. Ele reiterou que a Petrobras é líder em prospecção em águas profundas e garantiu que a descoberta no Amapá assegura a soberania energética do país para as próximas décadas. “Um país que possui petróleo dessa qualidade não permitirá que ninguém interfira nele”, afirmou.
Lula fez uma comparação com a descoberta do pré-sal, lembrando da emoção que sentiu quando soube da viabilidade dessa nova fonte de petróleo em 2007. Segundo ele, a Petrobras mostrou sua capacidade tecnológica ao realizar a prospecção na costa do Amapá, classificando isso como um “novo passaporte para o futuro” do Brasil. “E ao dizer que é um passaporte para o futuro, não estou ignorando minha luta para que um dia não precisemos de combustíveis fósseis. O Brasil continuará a ser um líder em biocombustíveis e combustíveis renováveis”, enfatizou.
O presidente também ressaltou que os recursos extraídos a grandes profundidades devem resultar em benefícios concretos para a população, como investimentos em saúde e educação, por meio do Fundo Social. Ele expressou surpresa ao perceber que a exploração do petróleo na Margem Equatorial ocorre a mais de 500 km da foz do Amazonas e que visitou a área para ver a extração do petróleo de perto.
Além disso, Lula aproveitou a ocasião para criticar gestões anteriores que, segundo ele, buscaram desvalorizar a Petrobras por meio da venda de ativos, incluindo refinarias e a BR Distribuidora.









