O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, no dia 1º de outubro de 2026, que está em conversação com o Banco Central para implementar uma nova regra que limita a emissão de cartões de crédito a um por pessoa. A proposta visa enfrentar o crescente endividamento da população brasileira, que, segundo dados recentes, já conta com 83,9 milhões de negativados e uma taxa de endividamento familiar de 82% até julho deste ano.
Durante uma entrevista ao Flow Podcast, Lula destacou a alarmante taxa de juros dos cartões de crédito, que pode alcançar impressionantes 449,4% ao ano. Ele também criticou a prática de instituições financeiras que distribuem cartões sem a solicitação dos clientes, levando muitos a acumular dívidas excessivas.
“Estamos discutindo com o Banco Central. Vamos proibir os bancos de dar mais que um cartão de crédito para as pessoas”, afirmou o presidente. Ele relatou o caso de um cidadão que, ao receber quatro cartões, acumulou uma dívida de R$ 80 mil.
A situação do endividamento no Brasil se agravou sob o governo Lula. Dados do Tesouro Nacional revelam que 83,9 milhões de pessoas estão negativadas, enquanto a Confederação Nacional do Comércio (CNC) indica que o endividamento familiar atingiu seu ápice, com 82% das famílias enfrentando dificuldades financeiras.
Um levantamento da Serasa mostra que as dívidas estão majoritariamente concentradas em cartões de crédito e instituições bancárias, representando 27,2% do total das dívidas. Em seguida, aparecem contas básicas, como água e luz (21,3%), e financeiras (19,6%). Essa realidade evidencia uma mudança na utilização do crédito, que, antes destinado a compras de maior valor, agora é frequentemente utilizado para cobrir despesas diárias.
Lula também mencionou o programa Desenrola 3.0, lançado em setembro, que permite à União adquirir carteiras de dívidas inadimplentes em leilão e repassar os descontos obtidos aos devedores. “Precisamos moralizar essa questão de crédito. Não podemos permitir que a sociedade acumule dívidas de forma irresponsável”, concluiu o presidente.
Fonte: Revista Oeste.









