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Freira nigeriana nos EUA corre risco de deportação para país de destino indefinido

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WASHINGTON (EUA) – A freira e enfermeira nigeriana Leticia Ugboaja, residente nos Estados Unidos há duas décadas, enfrenta uma ordem de remoção que pode resultar em sua transferência para um terceiro país. A religiosa foi detida em 28 de junho por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) no Texas e, nesta terça-feira (28), passou por nova verificação perante o órgão.

Proibição de retorno à Nigéria, mas remoção permanece

Decisão judicial anterior impede que a irmã Leticia seja enviada de volta à Nigéria, onde, segundo a Justiça, ela corre risco de tortura. Mesmo assim, a freira continua sob uma ordem final de remoção, o que autoriza o governo norte-americano a relocá-la para qualquer país que aceite recebê-la.

Liberação sob palavra

No comparecimento desta semana ao escritório do ICE em Harlingen, Texas, a religiosa foi liberada sob sua própria promessa de retorno e, por ora, não precisará usar tornozeleira eletrônica. Sua próxima apresentação às autoridades foi marcada para janeiro de 2027.

Detenção a caminho da missa

A prisão da freira gerou indignação na comunidade local. Testemunhas relataram que dois agentes do ICE a abordaram enquanto ela caminhava para a missa em uma paróquia onde atua como ministra da Eucaristia.

Ansiedade e apoio comunitário

Amigos e lideranças católicas afirmam que Leticia Ugboaja sofre de estresse e ansiedade desde a detenção. A irmã Norma Pimentel, que a acompanha, contou que a nigeriana chorou ao ser presa, temendo a interrupção de sua vida de serviço. Durante a verificação no ICE, grupos de fiéis rezaram o terço do lado de fora do prédio em sinal de solidariedade.

Intervenção política e apelos da Igreja

O deputado federal Henry Cuellar (Partido Democrata, Texas) auxiliou na liberação inicial da freira. Bispos e outros líderes católicos reforçaram pedidos por um processo migratório “que respeite a dignidade humana”, segundo comunicado divulgado após a audiência.

Com a próxima revisão do caso marcada apenas para 2027, o destino da irmã Leticia permanece indefinido, dependente de eventual acordo para sua aceitação por um terceiro país.

Com informações de Gazeta do Povo