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Lula chama escolas cívico-militares e ensino domiciliar de “supremacia da ignorância”

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Niterói (RJ), 28 de julho de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o modelo de escolas cívico-militares e o homeschooling durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Segundo ele, propor essas alternativas em pleno século 21 representa a “supremacia da ignorância” sobre o pensamento majoritário da sociedade.

“Quando aparece, em pleno século 21, alguém achando que a solução da educação nesse país é a escola cívico-militar, alguém dizendo que não quer que o filho vá para a escola, que o filho vai aprender dentro de casa, alguma coisa está errada”, declarou o presidente. Lula questionou ainda o motivo de pais “não quererem que o filhinho ou a filhinha se misture com os outros”.

No encontro, Lula defendeu o fortalecimento do ensino público, das políticas de cotas e de investimentos na educação. Ele recordou que, em abril, já havia afirmado que o Brasil “não precisa, na sua educação pública e gratuita, de uma escola cívico-militar”.

Em 2023, o governo Lula encerrou o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), criado na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após a extinção do programa federal, vários estados anunciaram iniciativas próprias para manter o formato.

Sobre o ensino domiciliar, Lula lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em setembro de 2022, que a prática não fere a Constituição, mas depende de legislação específica aprovada pelo Congresso. Enquanto não há lei, a matrícula em escola regular segue obrigatória e famílias que adotam o modelo podem ser questionadas por órgãos como o Conselho Tutelar.

Dados da Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED) indicam que cerca de 75 mil famílias praticam homeschooling no país, alcançando mais de 150 mil estudantes.

Com informações de Gazeta do Povo