Harlingen (Texas) – A irmã Leticia Ugboaja, religiosa nigeriana radicada nos Estados Unidos desde 2007, continua sob ameaça de ser deportada para um terceiro país, informou nesta terça-feira (28.jul.2026) seu advogado, Carlos M. Garcia, após nova apresentação à Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).
De acordo com o defensor, o órgão não descartou a transferência da freira, o que ele classificou como “extremamente preocupante”. Garcia afirmou que analisa “todas as alternativas legais” para impedir a remoção.
Situação migratória
Em 2019, um juiz de imigração rejeitou o pedido de asilo de Ugboaja, mas garantiu proteção contra retorno à Nigéria com base na Convenção da ONU contra a Tortura, reconhecendo risco de maus-tratos caso ela volte ao país de origem. Mesmo assim, a religiosa permanece sob ordem final de remoção e pode ser enviada a outra nação que aceite recebê-la.
Novo comparecimento
No encontro de 28 de julho, autoridades do ICE permitiram que a irmã deixasse o local em liberdade, sem detenção nem monitoramento eletrônico. O próximo comparecimento está marcado para 28 de janeiro de 2027.
“Ela segue vivendo como sempre viveu, servindo à comunidade e à paróquia”, ressaltou Garcia, lembrando que sua cliente nunca faltou a um compromisso migratório em quase duas décadas.
Detenção em junho
A religiosa, que integra a congregação Filhas de Maria Mãe da Misericórdia e atua como enfermeira registrada no South Texas Health System, foi detida por agentes do ICE em 28 de junho, quando se dirigia à missa, mas liberada no mesmo dia graças à intervenção do deputado democrata Henry Cuellar.
Apoio comunitário
Sister Norma Pimentel, diretora das Caridades Católicas do Vale do Rio Grande, relatou que o processo tem sido “muito difícil” para Ugboaja. Fiéis e líderes locais se reuniram para rezar pelo caso durante a passagem da freira pelo escritório do ICE nesta manhã.
“Ela está tentando manter a força”, disse Pimentel, acrescentando que o apoio recebido mostra à religiosa que “não está sozinha”.
Com informações de Gazeta do Povo