O ministro aposentado Octavio Gallotti, que comandou o Supremo Tribunal Federal (STF) entre 1993 e 1995, morreu neste domingo, 26 de julho de 2026, aos 95 anos.
Gallotti integrou a Suprema Corte de 1984 a 2000 e participou da consolidação da jurisprudência após a Constituição de 1988. Em nota, o STF destacou o rigor técnico e a independência do magistrado ao longo de sua carreira.
TrajetĂłria pĂşblica
Nascido no Rio de Janeiro, Gallotti formou-se em Direito na antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ. Foi ministro do Tribunal de Contas da UniĂŁo (TCU) a partir de 1973 e tornou-se o Ăşltimo integrante do STF indicado durante o regime militar, nomeado pelo entĂŁo presidente JoĂŁo Figueiredo.
Além de presidir o STF, comandou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e chegou a assumir interinamente a Presidência da República em viagens internacionais do presidente Itamar Franco.
FamĂlia de juristas
O ex-ministro era casado com Iára Chateaubriand Pereira Diniz Gallotti e deixa dois filhos: Luiz Gallotti Neto e a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues. O pai, Luiz Gallotti, também ocupou a presidência do STF e do TSE, enquanto o avô materno, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, foi ministro do Supremo e Procurador-Geral da República.
Homenagens
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que a atuação de Gallotti “se confunde com momentos decisivos da história institucional brasileira” e ressaltou sua dedicação ao fortalecimento das instituições democráticas.
Com informações de Gazeta do Povo