O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (23) que protocolou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra uma suposta estrutura digital voltada a atacar lideranças da direita nas redes sociais.
Acusação de operação coordenada
Em transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, o parlamentar disse ter identificado “uma rede de perfis falsos” criada para interferir no debate público. Segundo ele, a estrutura patrocina conteúdos negativos direcionados a seu nome e aos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), e do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC).
Funcionamento da rede
De acordo com Flávio, o grupo utiliza milhares de contas de curta duração. “Eles criam mais de 20 mil perfis falsos que ficam ativos por cerca de uma semana e chegam a impulsionar até R$ 200 mil em determinado conteúdo contra mim”, declarou. O senador sustenta que os perfis são abandonados após o período de impulsionamento.
Valores e alcance
A equipe jurídica do parlamentar apresentou levantamento que aponta aproximadamente R$ 3 milhões em impulsionamentos, além de US$ 20 mil e 42 mil pesos colombianos aplicados em anúncios. Embora os perfis tenham poucos seguidores, os conteúdos teriam alcançado entre 77 milhões e 137 milhões de usuários.
Objetivo da ação
O pedido ao TSE pede que se rastreiem os responsáveis e a origem do dinheiro. Flávio alega que a operação utiliza CPFs falsos e cartões clonados para pagar anúncios em diversas moedas, inclusive fora do Brasil. “Eles não estão brincando. Estão jogando sujo o tempo inteiro e vão continuar jogando”, afirmou.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio e líder da oposição no Senado, reforçou que a representação busca identificar quem está por trás da iniciativa, classificada como “sem precedentes” pelo staff do PL.
Não há prazo definido para que o TSE se manifeste sobre o pedido.
Com informações de Direita Online