Nova Iorque, 18 de julho de 2026 – O bispo norte-americano Robert Barron afirmou que a evangelização digital pode se tornar perigosa quando católicos priorizam a audiência em detrimento de sólida formação intelectual e espiritual.
Em entrevista concedida às vésperas da beatificação do arcebispo Fulton J. Sheen, marcada para 24 de setembro em St. Louis (EUA), Barron utilizou o legado do pioneiro da comunicação católica para ilustrar o que considera boas práticas na difusão da fé pela internet.
Risco de “influenciadores” despreparados
Segundo o bispo, muitos fiéis aspiram ao status de influencer religioso sem o preparo necessário. “O erro fatal é buscar visibilidade antes de estudar”, advertiu. Para ele, a mensagem cristã corre o risco de ser deturpada quando a tecnologia se sobrepõe ao conteúdo.
O modelo Fulton Sheen
Fulton J. Sheen, arcebispo norte-americano falecido em 1979, foi professor universitário e doutor em filosofia antes de atingir milhões de ouvintes pelo rádio e pela televisão no século 20. Esse percurso, de acordo com Barron, mostra que “ninguém deveria ligar um microfone ou câmera sem anos de leitura, oração e reflexão”.
Cinco pilares para o ministério digital
Barron elencou cinco características essenciais extraídas da vida de Sheen:
1) oração diária constante;
2) formação intelectual séria;
3) pregação centrada em Cristo;
4) humildade para não colocar o pregador acima do Evangelho;
5) alegria como marca da evangelização.
Programação da beatificação
A missa de beatificação de Fulton Sheen será celebrada em 24 de setembro, reunindo fiéis, clérigos e acadêmicos em St. Louis. Além da cerimônia religiosa, estão previstas conferências sobre como o exemplo do arcebispo pode contribuir para enfrentar a fragmentação cultural e fortalecer a presença católica no ambiente digital.
Com informações de Gazeta do Povo