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Economia de 76% por quilômetro coloca carro elétrico na mira dos brasileiros

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Rodar 1.000 quilômetros com um carro elétrico pode custar até 76% menos do que percorrer a mesma distância com um veículo abastecido a gasolina, aponta simulação divulgada em 16 de julho de 2026 pela Gazeta do Povo.

O levantamento utilizou preços médios nacionais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tarifas residenciais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e índices de eficiência energética do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro.

Como foi feita a conta

Para o veículo a combustão, considerou-se consumo médio de 10 km/l e preço da gasolina a R$ 6,62 por litro. O resultado foi um gasto de aproximadamente R$ 662 para percorrer 1.000 km, equivalente a 100 litros.

Já o carro elétrico utilizado na projeção consome em média 15 kWh a cada 100 km. Para a mesma distância, seriam necessários 150 kWh. Com tarifa residencial média de R$ 1,03 por kWh, a recarga chega a R$ 155.

Mesmo com a bandeira amarela aplicada em junho de 2026 — acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh — a economia permanece expressiva. Na prática, o custo por quilômetro cai de R$ 0,66 (gasolina) para R$ 0,16 (elétrico).

Eficiência energética faz diferença

A vantagem não se explica apenas pelo valor da energia. Motores elétricos convertem parcela muito maior da energia armazenada em movimento, ao contrário dos motores a combustão, que dissipam grande parte em calor. A Agência Internacional de Energia (IEA) observa que, mesmo com eventuais quedas no preço do petróleo, veículos elétricos continuam mais baratos de operar quando recarregados em casa.

Olhar do consumidor

Dados do Google Trends indicam mudança no interesse dos brasileiros. Desde 2021, buscas como “quanto custa carregar carro elétrico” e “carro elétrico vale a pena” ganham espaço, mostrando que o custo de uso se tornou fator decisivo na hora da compra.

Especialistas, porém, recomendam avaliar o Total Cost of Ownership (TCO) — que inclui preço de aquisição, manutenção, seguro e depreciação — além do gasto com energia.

Com informações de Gazeta do Povo