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Líderes católicos e ortodoxos traçam em Washington roteiro para pôr fim ao cisma de 1054

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Autoridades das Igrejas Católica e Ortodoxa estiveram reunidas em Washington (EUA) de 13 a 15 de julho de 2026 com o objetivo de acelerar o processo de reconciliação entre os dois ramos do cristianismo, separados oficialmente desde 1054.

O encontro contou com a presença do cardeal norte-americano Seán O’Malley e de bispos ortodoxos de várias jurisdições. A principal proposta apresentada foi a intensificação de orações conjuntas e de diálogos teológicos, considerados passos imediatos para criar um clima de fraternidade antes da resolução das divergências doutrinárias.

“União sem absorção”

Segundo os participantes, a unidade almejada não pretende “engolir” nenhuma das tradições. O conceito de “união sem absorção” prevê a manutenção de ritos, idiomas e costumes próprios, modelo já seguido pelas Igrejas Católicas Orientais, que reconhecem a autoridade do papa, mas preservam práticas litúrgicas ancestrais.

Principais impasses dogmáticos

Entre os obstáculos apontados estão a infalibilidade papal e a supremacia do bispo de Roma, princípios centrais para os católicos e questionados pelos ortodoxos, que privilegiam a autoridade dos concílios. Também permanece em debate a fórmula do Credo Niceno, especialmente o trecho sobre a origem do Espírito Santo.

Próximas etapas

Comitês internacionais trabalham na redação de documentos sobre infalibilidade e outras doutrinas, que deverão ser submetidos aos respectivos líderes e apresentados de forma clara aos fiéis. A intenção é mostrar que, apesar das diferenças históricas, práticas comuns — como a celebração dos sacramentos e a sucessão apostólica — aproximam as duas tradições mais do que as separam.

Além das discussões teológicas, os participantes defendem ações conjuntas de caridade, estudos bíblicos e declarações públicas sobre temas sociais, como combate à fome e defesa da vida, para fortalecer o testemunho cristão no cenário mundial.

Os organizadores avaliaram o encontro de Washington como um marco no esforço de reconciliar milhões de fiéis em todo o planeta, mil anos após o rompimento conhecido como Grande Cisma.

Com informações de Gazeta do Povo