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Empresas dos EUA acionam Justiça da Flórida contra Alexandre de Moraes por bloqueios nas redes

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Washington (EUA) – As plataformas norte-americanas Rumble e Trump Media & Technology Group moveram uma ação civil na Corte Federal da Flórida para responsabilizar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por supostas violações à legislação dos Estados Unidos.

De acordo com o processo, aberto em 19 de fevereiro de 2025, o magistrado teria expedido ordens “abusivas” e de aplicação extraterritorial determinando:

  • o bloqueio de perfis de usuários que moram nos Estados Unidos, incluídos cidadãos norte-americanos;
  • a preservação de dados pessoais dessas contas;
  • a suspensão de monetização em plataformas digitais.

As empresas alegam que as determinações infringem a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão, e ferem a soberania norte-americana.

Contestação à participação da AGU

Na atualização mais recente do caso, os autores pediram que a Justiça rejeite a entrada da Advocacia-Geral da União (AGU) na defesa de Moraes. Eles sustentam que o ministro foi processado “em capacidade individual” e não como representante oficial do Estado brasileiro, e requerem que a Corte mantenha o andamento da ação.

Pedidos das empresas

Rumble e Trump Media solicitam que a Justiça da Flórida:

  • declare nulas as ordens judiciais emitidas por Moraes;
  • reconheça a violação de soberania e de direitos constitucionais dos EUA;
  • condene o ministro ao pagamento de indenização por eventuais perdas financeiras e danos à reputação das companhias.

A Trump Media integra o processo porque o Rumble hospeda em seus servidores a Truth Social, principal produto da empresa de mídia ligada ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.

A controvérsia teve início em 2024, após a divulgação do Twitter Files Brazil, que revelou trocas de e-mails entre o antigo Twitter (hoje X) e autoridades brasileiras sobre pedidos de suspensão de contas. Desde então, outras plataformas – como Facebook, YouTube e o próprio Rumble – passaram a questionar decisões de Moraes.

O processo segue em tramitação na Justiça federal da Flórida, sem previsão de julgamento.

Com informações de Gazeta do Povo