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Brasil aciona Lei de Reciprocidade e prepara reação a tarifa de 25% dos EUA

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Brasília — O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, que utilizará a Lei de Reciprocidade Econômica para responder ao novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

A medida norte-americana, anunciada pela administração de Donald Trump, atinge parte das exportações do Brasil ao mercado norte-americano. Em reação, a legislação brasileira — sancionada em 2025 exatamente para situações desse tipo — autoriza a aplicação de restrições equivalentes contra o país que adotou a sanção.

O que prevê a lei

De acordo com o texto aprovado pelo Congresso Nacional e regulamentado por decreto, o Brasil pode:

  • elevar tarifas sobre itens importados do país que adotou barreiras;
  • suspender concessões comerciais, de investimentos ou relativas a propriedade intelectual;
  • restringir cotas de importação e exportação negociadas anteriormente.

A lei vale em três circunstâncias:

  1. quando um parceiro comercial cria barreiras para pressionar decisões soberanas do Brasil;
  2. quando descumpre acordos firmados com o país;
  3. quando impõe exigências ambientais mais rígidas que as brasileiras, dificultando a entrada de produtos nacionais.

Procedimentos antes da retaliação

Antes que as contramedidas entrem em vigor, o governo deve realizar análises técnicas, ouvir o setor produtivo e submeter o tema ao Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e pelo ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Medidas provisórias podem ser adotadas se o Palácio do Planalto considerar necessário durante o processo.

Outras frentes de reação

Paralelamente à reciprocidade, Brasília informou que questionará as tarifas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e reforçará o Plano Brasil Soberano para proteger setores prejudicados, preservando capacidade industrial e renda. O governo também reiterou a busca de novos acordos, citando tratativas já concluídas pelo Mercosul com União Europeia, Singapura e Associação Europeia de Livre Comércio.

Não há prazo para a conclusão das análises nem definição sobre a intensidade das medidas. A lei estabelece que a resposta deve minimizar impactos internos e evitar custos administrativos que penalizem empresas brasileiras.

Com informações de Gazeta do Povo