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PL solicita ao TSE anulação de nova pesquisa AtlasIntel sobre corrida presidencial de 2026

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O Partido Liberal (PL), que lança o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato ao Planalto, protocolou nesta quarta-feira (15) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de impugnação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg registrada sob o nº BR-04582/2026 e divulgada em 1º de julho.

Motivos apontados pelo partido

Na representação, a legenda afirma que o instituto voltou a descumprir exigências legais ao não disponibilizar, dentro do prazo, o arquivo com a complementação territorial e demográfica das 4.999 entrevistas realizadas entre 26 e 30 de junho de 2026. Segundo o PL, a ausência desse detalhamento — que deve indicar municípios, bairros e setores censitários da amostra — impede a fiscalização pública e revela “deliberada opacidade”.

O partido também questiona “vícios metodológicos” no questionário, apontando faixas de renda ambíguas, distorções em registros de escolaridade e suspeita de uso de bases de dados coletadas fora do período oficialmente informado. A sigla sustenta que qualquer coleta de opinião eleitoral só pode ocorrer entre 25 e 30 de junho, intervalo comunicado ao TSE.

Com base nessas acusações, o PL solicita que a pesquisa seja declarada “não registrada” e que seja aplicada multa máxima de 100 mil UFIRs. Além disso, pede ao tribunal que aperfeiçoe suas resoluções, exigindo a publicação de todos os arquivos obrigatórios antes da divulgação de qualquer levantamento e restringindo a captação de entrevistados em redes sociais ao período registrado.

Posição da AtlasIntel

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, rebateu as acusações. Ele afirma que o arquivo contestado foi enviado dentro do prazo e atribuiu a ausência na visualização pública a um “erro técnico do sistema do TSE”. “Não alteraremos nossa metodologia por pressões políticas, econômicas ou judiciais”, declarou Roman em nota, classificando a iniciativa do PL como tentativa de descredibilizar o instituto.

Resposta da campanha de Flávio Bolsonaro

A equipe jurídica do senador insistiu que o registro da pesquisa apresenta “vício formal agudo” e cobrou do instituto uma certificação cartorial que comprove o envio do arquivo no prazo legal. Os advogados sugeriram ainda que o TSE impeça a anexação tardia de documentos após o encerramento dos prazos.

Antecedente recente

Esta é a segunda investida do PL contra a AtlasIntel. Em 8 de junho, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspendeu em caráter liminar o levantamento BR-06939/2026, que associava Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro. O julgamento no plenário foi interrompido por pedido de vista da ministra Estela Aranha e aguarda retomada.

Com informações de Gazeta do Povo