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Flávio Bolsonaro acusa Moraes e Dino de criar “atalho” no STF para funções do TSE

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Brasília – O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (15) que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), articulam uma “manobra” para transferir ao STF decisões que, segundo ele, caberiam exclusivamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em entrevista ao Flow Podcast, Flávio declarou que Moraes e Dino tentam criar precedentes para que a Primeira Turma do STF – composta ainda por Cristiano Zanin e Cármen Lúcia – atue como um “bypass” do TSE durante o período eleitoral.

“Eles querem que, em vez de o PT oficiar o TSE, acione diretamente a Primeira Turma. A partir de uma petição simples, no inquérito das fake news, podem retirar um perfil do ar, aplicar punições ou suspensões. Querem fazer as vezes do TSE”, criticou o senador.

Críticas a decisões contra Jair Bolsonaro

Flávio também voltou a denunciar arbitrariedades no processo que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro à prisão. Disse que Moraes mantém seu pai “como sequestrado” e citou a decisão que o impediu de visitar o ex-chefe do Executivo como exemplo de “interferência na disputa eleitoral”.

Para o senador, o suposto desequilíbrio entre os Poderes tornou o posicionamento dos candidatos ao Senado sobre um eventual afastamento de Moraes um fator determinante para o eleitor. “O impeachment virou pauta nacional”, resumiu.

Disputa interna na direita

Flávio contou ter estimulado outros pré-candidatos da direita a manterem suas campanhas, com o objetivo de ampliar vozes de oposição à esquerda. Contudo, reclamou da estratégia que, segundo ele, passou a concentrar ataques em sua candidatura. “Fui incentivador de alguns deles, mas agora, talvez orientados por marqueteiros, estão atacando quem está na frente”, disse, alegando liderança nas pesquisas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio Bolsonaro tem reforçado que pretende repetir diretrizes do governo de seu pai, ao mesmo tempo em que lamenta divisões no campo conservador.

Com informações de Gazeta do Povo