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Russo preso por espionagem denuncia assédio do PCC e pede isolamento em presídio federal

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Brasília – O agente russo Sergey Cherkasov, detido desde 2022 no Presídio Federal de Brasília por suspeita de espionagem, solicitou isolamento depois de relatar assédio de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e pressão psicológica no cárcere.

Como começou o conflito

Segundo relatório oficial, a tensão teve início após a publicação de uma reportagem sobre o caso em revista nacional. Dias depois, um tumulto no pátio de convivência deixou um detento ferido, e Cherkasov afirmou temer pela própria vida. Ele então requereu ficar separado dos demais presos.

Reclamações sobre as condições da cela

O russo relatou retirada de revistas, palavras cruzadas e cartas escritas em seu idioma, além de pouca incidência de luz solar e redução da iluminação artificial, o que, segundo ele, dificulta a leitura. Para tentar reaver o material, realizou uma greve de fome.

Dificuldades de contato com a família

Cherkasov afirma que não conversa diretamente com a mãe desde sua transferência para Brasília. O envio de correspondências também enfrenta entraves porque não há tradutores oficiais disponíveis para converter as cartas do russo para o português.

Problemas de saúde

O detento menciona dores articulares constantes e a necessidade de atendimento dentário emergencial, ainda não realizado.

Por que é apontado como espião

Serviços de inteligência do Brasil, Holanda e Estados Unidos identificam Cherkasov como agente militar russo treinado. Ele viveu no Brasil com a identidade falsa de “Victor Muller Ferreira”, suposto brasileiro de Niterói, e quase conseguiu estágio no Tribunal Penal Internacional, em Haia, onde pretendia acessar investigações sobre crimes de guerra.

Situação jurídica e possível destino

O Ministério da Justiça determinou a expulsão de Cherkasov do território brasileiro, com veto de 30 anos para retorno. A medida, porém, só será aplicada após o término da pena ou por decisão judicial. Enquanto os Estados Unidos solicitaram extradição por crimes cometidos em solo americano, o governo brasileiro mantém tratativas voltadas à extradição para a Rússia.

Até o momento, não há definição sobre quando — e para qual país — o espião deixará o Brasil.

Com informações de Gazeta do Povo