O padre Jeffrey Nowak, de Lackawanna, no estado de Nova York, foi preso em 8 de julho e denunciado pelo Gabinete do Procurador dos Estados Unidos para o Distrito Oeste de Nova York pelos crimes de recebimento e posse de pornografia infantil. Cada acusação prevê pena mínima obrigatória de cinco anos e máxima de 20 anos de reclusão.
Segundo o comunicado do procurador federal Michael DiGiacomo, os investigadores executaram um mandado de busca na residência do religioso no mesmo dia da prisão e localizaram material de abuso sexual infantil em dispositivos eletrônicos. O procurador afirmou que Nowak “se escondeu atrás de um teclado” para explorar crianças e que agora “será responsabilizado por seu comportamento vergonhoso”.
Investigado desde 2019
Nowak está afastado do ministério desde 2019, quando um seminarista acusou o sacerdote de assédio sexual. Na época, ele foi colocado em licença administrativa pela Diocese de Buffalo. O procurador informou ainda que o padre era alvo de outras denúncias de “contato inadequado com crianças”.
Durante as apurações, o FBI relacionou o padre a um endereço de e-mail usado para distribuir conteúdo de abuso sexual infantil. Uma investigação iniciada há dois anos chegou a ser arquivada, mas foi reaberta em março deste ano, culminando na operação de julho.
Posicionamento da diocese
Em 9 de julho, a Diocese de Buffalo divulgou nota dizendo que Nowak permanece em licença permanente desde 2019 e não exerce funções sacerdotais. A instituição declarou não ter sido contatada previamente pelas autoridades sobre as novas acusações, mas garantiu que “cooperará plenamente com qualquer investigação”.
O processo criminal segue na Justiça Federal dos Estados Unidos, e o padre poderá ser condenado a até 20 anos de prisão caso seja considerado culpado.
Com informações de Gazeta do Povo