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Ataques dos EUA matam nove militares iranianos após Trump encerrar cessar-fogo

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Pelo menos nove militares iranianos morreram nesta quarta-feira (8) durante bombardeios dos Estados Unidos contra as cidades de Bushehr, Bandar Mahshahr e Bandar Abbas, informou o governo de Teerã. O Comando Central norte-americano (Centcom) confirmou a operação.

De acordo com as Forças Armadas do Irã, oito integrantes das Forças Aérea e Naval foram atingidos em Bandar Abbas e Bushehr “enquanto defendiam o país”. Pouco antes, a Guarda Revolucionária relatara a morte de um membro em Bandar Mahshahr após “confronto com drones inimigos”.

Washington afirmou que os ataques respondem às investidas iranianas contra três navios comerciais que cruzavam o Estreito de Ormuz. Em retaliação, Teerã bombardeou bases dos EUA instaladas em vários países do Golfo Pérsico.

A escalada ocorre depois de o governo norte-americano revogar a autorização para a venda de petróleo iraniano no mercado internacional. No mesmo dia, o presidente Donald Trump anulou o memorando de entendimento assinado em 17 de junho que previa a suspensão das hostilidades e alertou para a possibilidade de novas ações contra alvos no Irã ainda nesta noite.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou que os bombardeios, a suspensão das exportações de petróleo e a “violação dos acordos” em Ormuz tornaram “sem efeito” pontos essenciais do pacto de junho.

Trump fala em “tremendo sucesso”

Em coletiva concedida em Ancara, na Turquia, após a cúpula da Otan, Trump classificou a guerra contra o Irã como “um tremendo sucesso”, alegando que a campanha eliminou a ameaça nuclear do país persa. “O Irã não pode ter uma arma nuclear”, afirmou.

O presidente americano citou ataques anteriores a instalações atômicas iranianas e mencionou os 440 quilos de urânio enriquecido a 60% que, segundo ele, “estão tão profundos sob uma montanha de granito que levaria meses para serem removidos”. Nessa concentração, o material se aproxima do nível necessário para a fabricação de armamentos nucleares.

Com informações de Gazeta do Povo